O Terra Colombia entrevistou a Amy por conta da participação do Evanescence no Planeta Terra Festival, que vai acontecer em Bogotá, em 27 de outubro.
Muitos fãs se perguntam do porquê dessas longas pausas entre os álbuns e as turnês na carreira do Evanescence. O que você pode nos dizer sobre isso?
Acredito que para fazer arte e música, tenho que estar inspirada, é como resolver um problema de matemática, se tenho uma ideia e quero criar algo, tenho que dar tempo a isso. Não gosto de estar sempre na mídia, eu amo os fãs, mas é difícil sempre estar aí. O álbum nasce quando as músicas já estão prontas.O que motivou vocês para fazer essa nova turnê?
Esse ano, a nossa meta é ir a países que são desconhecidos pela gente. Estivemos em cidades incríveis no Sudeste Asiático, também fomos a Costa Rica, pela primeira vez. Agora, estamos indo à América do Sul, por causa dos altos pedidos dos fãs, incluindo Colômbia, Uruguai e Peru. Foi uma verdadeira aventura.O mercado latino-americano está crescendo rapidamente e está emergindo como um dos mais importantes da indústria de shows. Isso foi o que Billy Corgan disse em Bogotá, há alguns meses, qual é a sua opinião sobre isso?
Os fãs são muito apaixonados. Há alguns anos, quando fomos na América Latina pela primeira vez, no Brasil e na Argentina, ficamos impressionados com a paixão das pessoas. É muito interessante que todas as bandas têm fãs nessa parte do mundo. Agora, a indústria mudou e o único jeito que os artistas têm para fazer dinheiro é com as turnês e shows, e a América Latina tem a força para receber grandes turnês.Falando das mudanças na indústria, o seu álbum de estreia, de 2003, foi lançado no meio do furacão produzido pelo Napster e pela internet no mundo da música. Como você experimentou essa mudança nos 10 anos de existência do Evanescence?
Na verdade, esse é um momento muito delicado para qualquer banda, a indústria não está em um bom momento e muita gente não sabe o que fazer. A boa notícia é que a informação aumentou, e as bandas não têm que esperar por um contrato com uma gravadora para lançar um álbum. Você não precisa esperar para que um show seja memorável, agora você já pode ver um vídeo na internet, e isso já é o suficiente. Isso é maravilhoso. Não vemos mais discos sendo vendidos, isso não acontece mais, as pessoas querem música de graça e isso não pode acontecer. Durante anos, as bandas gastaram tempo para pensar em formas de não falir fazendo música, porque isso não está mais dando dinheiro, só que não é o fim da música, as pessoas sempre vão precisar de música.Sobre o repertório desta turnê, qual música você acha que mais se conecta com seus fãs?
Essa é uma pergunta difícil, porque minha performance sempre está buscando se conectar com os fãs. Isso é o que mais gosto. Isso não acontece quando estamos no estúdio ou recebendo um prêmio. Os fãs sempre serão parte do show, uma parte da energia. Eu gosto do momento em que tocamos “Bring Me to Life”, porque todo mundo conhece essa música, até mesmo o cara que veio acompanhar a sua namorada no show a conhece e que nunca ouviu o nosso som. Mas o que mais gosto de compartilhar com os fãs é as músicas novas, porque elas são tão novas para mim e esse álbum é o que mais expressa o que existe dentro de mim.A Colômbia tem um grande número de fãs do Evanescence, e nos últimos anos, sempre se falou na possível vinda de sua banda. Agora que isso está realmente acontecendo, o que você espera desse encontro?
Eu não sei muito sobre a Colômbia, sempre tentamos ir ao país, eu estive esperando muito para ir para lá. É incrível ver os fãs de todo o mundo e o melhor jeito de compreender as culturas dos países é visitá-los. Alguém tem que me mostrar a Colômbia!Uma fã chamada Alejandra Sandoval enviou uma mensagem perguntando o que você sentiu ao saber que suas próprias músicas salvaram vidas. O que você sente quando ouve essas histórias?
De todas as coisas, de todas as frustações que tive, de tudo que temos falado sobre a indústria e a loucura desse negócio, nada disso importa quando tenho uma conversa de verdade com alguém e essa pessoa me dizer que a minha música a salvou ou ajudou. É incrível saber que a nossa música acompanhou a pessoa em um momento difícil. Obrigado, Alejandra, por compartilhar essa experiência comigo, acho que não posso levar todo o crédito por salvar a vida de alguém. A música tem sido uma saída para minhas emoções e meus sentimentos, e eu gosto que as pessoas gostem da minha música, isso me fazer sentir que não sou inteiramente egoísta.
Comentários fechados.






