Em entrevista ao site chileno RockNVivo, Amy falou sobre o último álbum e o bom momento que passaram fazendo ele.

De sua casa, em Nova York, a cantora diz que está descansando. Depois de quase um ano de turnê com o Evanescence, sua vocalista passa um tempo em casa antes de iniciar a segunda parte da turnê, que vai trazê-los para América do Sul. “Estou curtindo a minha casa como nunca fiz em um ano inteiro”, diz a cantora de 30 anos.

Há alguns anos, a banda passou por momentos difíceis, especialmente com a mudança de membros. Qual é a sensação que você tem da banda agora?
Se passaram vários anos desde a saída dos integrantes, mas gostamos de lembrar disso porque amamos o drama, haha. Isso é como o nosso drama familiar, mas para ser honesta, é o que menos importa agora. Eu amo música e é por isso que estou aqui. Acho que estamos em um momento muito especial e positivo. Foi um longo processo que nos tomou muito tempo e onde tivemos que colocar o nosso suor, mas já superamos isso. Agora, estamos em turnê, conhecendo os fãs ao redor do mundo e isso tem sido fantástico. Eu não consigo explicar, mas é ótimo sentir essa conexão com as pessoas que vão te ver no show. E isso é loucura, porque quando você escreve uma música e começa uma banda, você pensa só em você – neste caso, minhas experiências, minha vida – mas conheci muitas pessoas que sentem a nossa música como se fosse algo delas, e é daí que surge uma conexão incrível. Isso é o que nos interessa, que é o que nos foi deixado com essa nova turnê. E depois de ter passado por todos os obstáculos, ficamos de pé novamente, porque nós gostamos de sentir todos esses sentimentos positivos em torno de nós.

Em uma entrevista, você disse que o nome de seu novo álbum, Evanescence, foi escolhido porque era exatamente sobre uma coisa: a banda. Você ainda sente isso?
Sim. Ficamos procurando um nome para o álbum por muito tempo e não conseguimos nos decidir. Mas percebi, ao rever as músicas, que não se tratava apenas de meus relacionamentos, mas era sobre o Evanescence. Evanescence é como uma grande entropia, é a melhor coisa que fiz na minha vida, não porque dediquei 15 anos… é como um relacionamento, é como se uma parte de mim odiasse isso, mas a outra parte amasse. Tem coisas difíceis, que consomem muito tempo e as que tenho medo, mas outras são verdadeiros sonhos realizados. A banda ainda é um sonho meu que foi realizado. Ainda vou dizer, ‘Nossa! Estou cantando em uma banda.’

Como foi o processo de criação do álbum Evanescence?
Acho que esse álbum foi como voltar ao básico. Ele foi feito pelos cinco integrantes da banda, todos nós participamos dele e é a primeira vez que acontece isso com a gente. Geralmente, acontece uma colaboração só com alguns membros da banda, mas não foi assim dessa vez. Fazia muito sentido fazer nos convencer de que somos uma banda e estamos nos divertindo.

Como foi a sensação de voltar a gravar um álbum depois de cinco anos?
Foi ótimo e fizemos isso com um produtor diferente. Nos dois últimos álbuns, trabalhamos com Pete Matthews, e eu gosto muito dele, e conversamos sobre voltar a trabalhar juntos, mas eu disse a ele que queria me desafiar, sair um pouco da minha zona de conforto. Com Nick Raskulinecz, o produtor deste álbum, nos damos bem logo de cara, ele tinha grandes ideias e realmente pude ver que fomos empurrados para a direção que eu queria. Foi como estar na escola, ele nos treinou como um grupo e nos fez melhorar, como um time, e estamos muito felizes por isso. No ano passado, melhoramos muito e foi uma grande experiência.

Outro aspecto é que vocês acabaram de voltar de uma turnê mundial, que durou um ano. Como você se sentiu?
É bem louco estar em turnê. Honestamente, as pessoas não sabem como é isso… viajar do jeito que viajamos consome o corpo e a mente. De alguma forma, a turnê desafia você a fazer coisas incríveis, como estar em um país e, no dia seguinte, estar em outros lugares fazendo shows com ingressos esgotados. Foi uma loucura, e a verdade é que fiquei um pouco doente. As pessoas não pensam que você pode se machucar ou sofrer algum tipo de dano que faça você cancelar o show, mas não podemos fazer isso, porque as pessoas estão esperando por você há anos e querem aproveitar o show. Não posso dizer, ‘Ok, eu vou cancelar o show, mas não posso me apresentar com a voz rouca e fazer uma boa apresentação.’ Então, está sendo difícil lidar com isso de novo. Mas, por outro lado, está sendo muito bonito e gratificante subir ao palco e ver que há milhares de fãs enlouquecendo, curtindo um grande momento de suas vidas e é aí que você se pergunta, ‘Como cheguei aqui?’

O Chile também faz parte de sua turnê mundial, e vocês se apresentam no país, pela segunda vez, no dia 23 de outubro. Você tem alguma lembrança do show que aconteceu em 2007, que teve 10 mil pessoas?
Sempre dizemos que nos lembramos do público chileno, porque tinha um monte de gente esperando por nós, quando chegamos no aeoporto, gritando e correndo. Isso é o que gostamos de ver nos lugares que vamos. Sinto que o sentimento dos fãs sul-americanos me inspira, especialmente os chilenos, argentinos e os brasileiros, porque eles fazem você se lembrar que nem tudo acontece na América do Norte, e você pode ir a qualquer lugar do mundo, em qualquer momento, pois as pessoas desses países realmente se importam com você. É óbvio que é uma ocasião especial, onde você pode ver seus cantores favoritos, mas é algo muito especial para nós.

Você acha que isso que aconteceu no show de 2007 se repetirá?
O mais importante é que estamos muito animados para voltar ao Chile, estamos animados mesmo, porque, em 2007, nos sentimos muito especiais ao ver tantas pessoas. Nós nos sentimos como os Beatles! E agora, eu não sei, talvez não estarão todos que estavam naquele dia, mas esperamos que todos que estejam gostem de nossa música e que podemos fazê-los ficar felizes por um tempo.


Autor: Thomas
Data: 26/09/2012
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Categorias: Amy Lee,Entrevista,Evanescence (álbum),Evanescence (Banda),Turnê
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